
Da Sala Verde para a trilha, o aprendizado sobre o meio ambiente ganhou contato direto com a natureza para 195 pessoas que participaram, entre os dias 14 e 18 de setembro, de uma programação promovida pelo Módulo de Educação Ambiental da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma), na Praça da Juventude. Durante os cinco dias, estudantes, educadores e representantes de instituições conheceram mais sobre a Reserva Florestal do Poço Escuro e a importância da preservação desse patrimônio ambiental de Vitória da Conquista. 
Os encontros começaram na Sala Verde, com informações sobre a história da Reserva, sua biodiversidade, fauna, flora, recursos hídricos e a relação do espaço com a qualidade de vida da população.
Depois da etapa teórica, os grupos seguiram para a trilha no Poço Escuro. Durante o percurso, puderam observar de perto as características da vegetação, conhecer espécies presentes na área e compreender aspectos relacionados à proteção das nascentes, do solo e da biodiversidade.
Para a gerente de Educação Ambiental, Moane Oliveira, o contato direto com a Reserva é uma ferramenta importante para transformar o conhecimento em uma experiência concreta. “Quando as pessoas conhecem um espaço, compreendem sua importância e criam vínculos com ele, passam também a cuidar, respeitar e a contribuir para preservação”, destacou.

Moane Oliveira
Segundo Moane, a proposta é justamente fazer com que a educação ambiental ultrapasse o conteúdo teórico. “Queremos proporcionar experiências que despertem nas pessoas o sentimento de pertencimento, cuidado e responsabilidade com a natureza”, afirmou.
Ao longo dos cinco dias, foram realizados sete atendimentos, nos turnos da manhã e da tarde. Participaram grupos da Escola José Sá Nunes, Escola Municipal Rui Barbosa, Escola Alfredo Brito, Escola Maria Odília Teixeira, do município de Iguaí, além do Colégio Dinâmico. O público teve entre 7 e 53 anos, reunindo crianças, adolescentes e adultos.
A combinação entre palestra e trilha possibilita aos participantes relacionar as informações recebidas na Sala Verde com os elementos encontrados durante a visita à Reserva. A expectativa é que esse aprendizado também alcance outros espaços de convivência. “Cada estudante que participa leva o conhecimento adquirido para sua escola, sua família e sua comunidade, tornando-se um multiplicador da preservação ambiental”, explicou Moane.
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