
A taxa ajustada de recusa do visto americano de turismo e negócios (categoria B1/B2) para solicitantes brasileiros ficou em 14,87% no ano fiscal de 2025, segundo a estatística "Adjusted Refusal Rate - B-Visas Only", publicada anualmente pelo Departamento de Estado dos EUA. O índice mede a proporção de pedidos dessa categoria que terminaram o ano fiscal negados, separada por nacionalidade.
O resultado brasileiro segue abaixo da média mundial. Em 2025, a média simples entre as nacionalidades listadas pelo governo americano alcançou 34,3%, a mais alta da série histórica. Na média dos últimos 20 anos, o Brasil aparece na 152ª posição entre 186 nacionalidades, o que significa que os brasileiros têm o visto negado com menos frequência do que cerca de 81% do mundo.
A série de duas décadas mostra oscilações amplas. O menor índice brasileiro foi registrado em 2012 e em 2014, quando a recusa ficou em 3,2%. O maior veio em 2020, com 23,16%. Entre 2015 e 2016, a taxa saltou de 5,36% para 16,7%, movimento que analistas do setor associam à crise econômica brasileira do período, sem que exista comunicado oficial do governo americano sobre a causa.
O patamar de 3% tem peso jurídico na discussão. Pela lei de imigração americana, uma taxa de recusa de visto de turismo abaixo de 3% é um dos critérios para que um país seja considerado no Visa Waiver Program, o programa de isenção de visto. O Chile cruzou essa linha e entrou no programa em 2014, enquanto o Brasil chegou a se aproximar do limite em 2012, sem alcançá-lo.
Os dados foram compilados e organizados pela Viaggi Vistos, assessoria de vistos com sede em Goiânia (GO), que reuniu os 20 arquivos anuais oficiais do Departamento de Estado em um estudo de acesso aberto, com a série completa disponível para download e depósito público no repositório científico Zenodo. "O número de 2025 mostra um cenário estável, mas ainda distante dos 3% exigidos para a isenção de visto", afirma Gianluca Ferro, especialista em visto americano e proprietário da Viaggi Vistos.
A metodologia oficial considera a situação final de cada solicitante no encerramento do ano fiscal: quem teve o pedido negado e depois aprovado no mesmo período conta como aprovado. A decisão sobre cada visto é individual e cabe exclusivamente ao oficial consular, com base na legislação americana, e a estatística não permite prever resultados de casos específicos.
O ano fiscal americano encerra em setembro, e a edição seguinte da estatística, referente a 2026, será incorporada à série quando o Departamento de Estado a publicar. Até lá, a base de 20 anos permanece disponível para consulta pública, com os arquivos anuais originais referenciados no estudo. Mais informações disponíveis em https://www.viaggivistos.com.br/noticias/33100-taxa-de-recusa-do-visto-americano-brasil-2006-2025-dados-oficiais
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