
A Comlurb não vai apenas garantir a limpeza e a manutenção das áreas onde acontecem os eventos da Semana de Arte do Rio, de 16 a 27 de setembro. Como legado para a cidade, artistas renomados irão transformar 17 contêineres de alta capacidade (1.200 litros) e 50 papeleiras em obras de arte urbana. A iniciativa une arte, limpeza urbana e valorização do espaço público, contribuindo para uma paisagem mais bonita, organizada e acolhedora para moradores e visitantes.
O projeto, chamado “Eu Rio muito – Do lixo ao luxo”, tem curadoria da artista Susi Sielski Cantarino, responsável pela concepção artística e pela seleção dos artistas visuais contemporâneos convidados. A curadoria reunirá artistas de diferentes gerações, trajetórias e linguagens da arte contemporânea, entre eles, Anna Bella Geiger, Walter Carvalho, Cadu, Jeane Terra, Gaia, Jota, Jorge Barata, Antônio Amancio, Fernando Viana, Marzio Fiorini, Alessandra Bobba, Adriana Carneiro – Luiza Carneiro Padovano, Thelma Innecco e José Columbano. Anna Bella Geiger é uma das maiores artistas vivas no Brasil, com mais de 90 anos. Nome histórico do Museu de Arte Moderna do Rio, Anna Bella, premiada na Bienal de Veneza, escolheu uma papeleira para a intervenção artística. Alexei Waichenberg participa como parceiro na realização do projeto, contribuindo para a articulação e o desenvolvimento.
A iniciativa parte de uma ideia potente: transformar aquilo que normalmente passa despercebido em objeto de atenção, beleza e reflexão. Assim, os contêineres e as papeleiras, elementos essenciais da infraestrutura urbana, tornam-se suportes para intervenções de artistas contemporâneos. Cada equipamento passa a funcionar como uma pequena obra de arte pública, criando um percurso artístico a céu aberto e convidando moradores, visitantes e turistas a olhar o Rio de Janeiro de uma nova maneira.
O primeiro circuito será implantado na região central do Rio de Janeiro, com possibilidade de integração a áreas de grande circulação cultural e turística. O percurso será planejado de maneira estratégica, permitindo que as intervenções possam ser visitadas a pé, fotografadas, compartilhadas e incorporadas à experiência do visitante.
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