Quinta, 13 de Agosto de 2026
16°C 32°C
São Paulo, SP
Publicidade

Alimentação nos primeiros 24 meses afeta desenvolvimento

De acordo com o gastroenterologista pediátrico Mário C. Vieira, o diagnóstico precoce e o acompanhamento individualizado ajudam a evitar restrições...

15/07/2026 às 09h28
Por: Redação Fonte: Agência Dino
Compartilhe:
Shutterstock
Shutterstock

A alimentação nos primeiros dois anos de vida exerce papel essencial no crescimento, no desenvolvimento cognitivo e na formação do sistema imunológico das crianças. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Ministério da Saúde, o leite materno é a principal recomendação para essa fase por fornecer todos os nutrientes necessários ao bebê e contribuir para a proteção contra diversas doenças. Entretanto, existem situações específicas em que o aleitamento materno não é possível ou precisa ser complementado com alternativas adequadas.

Entre as condições que podem interferir na alimentação infantil está a Alergia à Proteína do Leite de Vaca (APLV), considerada uma das alergias alimentares mais frequentes na primeira infância. Estima-se que a APLV acometa entre 2% e 5% dos lactentes, segundo revisão publicada por Bocquet et al. (2019). A condição pode comprometer a qualidade de vida das crianças e de suas família, especialmente quando o diagnóstico e o tratamento adequado são retardados.

"Quando um bebê apresenta sintomas como regurgitação recorrente, irritabilidade, choro excessivo ou outros sinais sugestivos, é fundamental uma avaliação cuidadosa. Em casos selecionados, pode ser indicada uma dieta de exclusão da proteína do leite de vaca. Para mães que amamentam e quando houver suspeita de APLV no lactente, a retirada de leite e derivados da dieta materna deve ser realizada apenas com orientação profissional, garantindo a adequada reposição nutricional da mãe", explica o Dr. Mário C. Vieira, mestre e doutor em Medicina Interna pela Universidade Federal do Paraná e especialista em gastroenterologia pediátrica pela St. Bartholomew’s Hospital Medical College, Universidade de Londres.

O diagnóstico precoce e o acompanhamento individualizado são fundamentais para evitar restrições alimentares desnecessárias e assegurar que a criança receba todos os nutrientes necessários para seu crescimento e desenvolvimento. Como cada caso apresenta características próprias, a abordagem deve considerar a história clínica, os sintomas e a resposta às intervenções propostas.

Em 2024, a European Society for Paediatric Gastroenterology, Hepatology and Nutrition (ESPGHAN) publicou uma atualização abrangente sobre diagnóstico, manejo e prevenção da APLV. O documento reforça que a identificação da doença deve ser baseada principalmente na avaliação clínica, evitando diagnósticos excessivos e intervenções sem indicação adequada.

Embora o aleitamento materno seja sempre a primeira escolha, existem situações em que ele não é possível. Nesses casos, é essencial que pais e cuidadores reconheçam sinais de alerta e busquem orientação de profissionais capacitados. "O acompanhamento individualizado é a melhor forma de garantir que cada criança receba o cuidado mais adequado às suas necessidades, com segurança e respeito às particularidades de cada família", afirma Tamara Lazarini, presidente da Sociedade Brasileira de Alimentação e Nutrição (SBAN).

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
São Paulo, SP
21°
Parcialmente nublado

Mín. 16° Máx. 32°

21° Sensação
4.92km/h Vento
81% Umidade
0% (0mm) Chance de chuva
06h33 Nascer do sol
17h49 Pôr do sol
Sex 30° 17°
Sáb 24° 17°
Dom 31° 17°
Seg 34° 19°
Ter 34° 17°
Atualizado às 20h01
Publicidade
Publicidade
Economia
Dólar
R$ 5,18 -0,13%
Euro
R$ 5,97 0,00%
Peso Argentino
R$ 0,00 +0,00%
Bitcoin
R$ 348,107,22 -0,04%
Ibovespa
167,100,95 pts -0.23%
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Publicidade