
A manhã desta terça-feira, 20, foi de movimento e criatividade no Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) União. Integrantes do Projeto Cabelos de Prata participaram de uma atividade recreativa que uniu dança, jogos de mesa e uma exposição de artesanato produzido com materiais recicláveis pelos participantes.

Cada peça exposta carregava histórias, técnicas compartilhadas e o orgulho de quem descobriu no projeto um motivo para recomeçar. Para a gerente do CRAS União, Arlete Mendes, cada encontro é uma oportunidade de despertar o sentimento de pertencimento e mostrar aos idosos que eles são capazes de criar, aprender e ensinar.

“A forma como interagem uns com os outros é muito bonita. Quem tem conhecimento sobre uma peça fabricada com materiais recicláveis passa a ideia adiante e aqueles que querem participar vão lá e fazem a oficina em torno daquele produto que foi apresentado. Isso vai despertando o desejo de pertencimento ao grupo, de serem capazes de fazer algo diferente, e dá mais vida ao projeto”, destacou.
Com experiência em escola de artes e ofícios, Néria Pottella, de 72 anos, participa há quatro anos do Cabelos de Prata e encontrou no projeto uma forma de retribuir o acolhimento que recebeu. Ela passou a ensinar o que sabe às colegas, transformando conhecimento em gesto de gratidão.

“Comecei aqui e vi que muitas pessoas estavam sem ideias de confecção. Então quis dar aula para aqueles que queriam, em agradecimento ao Brasil pela ajuda que me deram. Trabalhei em uma escola de artes e ofícios, onde fazia corte e costura, artesanato, confeitaria e padaria. É uma felicidade trazer esse conhecimento para cá e compartilhá-lo com os outros”.
Há três anos no Cabelos de Prata, Maria Silva, de 73 anos, encontrou no projeto um lugar de apoio e alegria. Para ela, cada dia é uma chance de aprender mais e estar junto de quem faz bem.

“Aqui eu encontro apoio, tanto na psicologia como nas conversas. É uma alegria estar junto com as outras pessoas, participando, fazendo artesanato. Cada dia quero aprender muito mais. Me sinto muito bem”.
*Supervisionado por Shirleia Rios*
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