
A Secretaria de Estado da Saúde (SES) iniciou a distribuição de 350 mil doses de vacina antirrábica animal aos 75 municípios sergipanos. Os imunizantes, destinados à Campanha de Vacinação Antirrábica de cães e gatos 2026, serão distribuídos juntamente com as seringas até o dia 26 de outubro, conforme o cronograma estadual. A retirada dos insumos é realizada pelos municípios na Central Estadual de Armazenamento e Distribuição de Imunobiológicos (Ceadi).
A campanha será realizada de 3 de novembro a 4 de dezembro nos municípios, com o objetivo de ampliar a cobertura vacinal de cães e gatos, prevenir a circulação do vírus da raiva no ciclo urbano e reduzir o risco de transmissão da doença aos seres humanos.
De acordo com a referência técnica da Vigilância da Raiva e Animais Peçonhentos da SES, Ana Paula Barros, a vacinação dos animais é uma das principais estratégias de prevenção da raiva humana. “A imunização de cães e gatos contribui para interromper a cadeia de transmissão do vírus no ciclo urbano e proteger a população. Por isso, é fundamental manter a vacinação anual dos animais e a vigilância epidemiológica”, reforçou.
A raiva é uma zoonose viral e afeta o sistema nervoso central dos mamíferos, incluindo os seres humanos, apresentando letalidade próxima de 100% após o início dos sintomas. A transmissão ocorre principalmente pelo contato da saliva de animais infectados com a pele lesionada ou mucosas, por meio de mordeduras, arranhaduras ou lambeduras.
Segundo Ana Paula, embora Sergipe não registre casos de raiva humana desde 2005, o vírus continua circulando no ciclo silvestre, especialmente entre morcegos. “A ausência de casos humanos não significa que não exista risco. A manutenção da vacinação de cães e gatos, associada às ações de vigilância, é essencial para prevenir a transmissão da doença”, alertou.
Orientações
Em caso de mordedura, arranhadura ou contato da saliva de um animal suspeito com ferimentos ou mucosas, a orientação é lavar imediatamente o local com água corrente e sabão em abundância e procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS) o mais rápido possível para avaliação e indicação da profilaxia antirrábica, quando necessária.
Nos acidentes envolvendo morcegos, a busca por atendimento deve ser imediata, mesmo quando não houver lesões aparentes. A população também não deve esperar o aparecimento de sintomas para procurar assistência, pois a prevenção realizada oportunamente é fundamental para evitar a doença.


Mín. 15° Máx. 26°