
A observação de um galinheiro construído pelo avô inspirou uma ideia que une ciência, sustentabilidade e inovação. Ao perceber que a cobertura do espaço poderia ser mais econômica e sustentável, o estudante Ítalo Levi Pereira, do Centro Territorial de Educação Profissional (CETEP) do Sisal, em Serrinha, município do estado da Bahia, juntou-se aos colegas Helton Araújo e Vinícius Nascimento para desenvolver uma telha feita de papel, fibra de coco, cimento e resíduos de telhas de cerâmica, sob a orientação do professor Thales Nascimento.
Para criar a Ecotelha, os estudantes utilizaram materiais que podem ser encontrados em escolas, estabelecimentos comerciais e canteiros de obras. Foram realizados testes de resistência à flexão e de absorção de água para avaliar o produto, que absorveu 9,29% de água, dentro do recomendado pela ABNT, que é de até 10%. Além do reaproveitamento de resíduos e do potencial de redução de custos, a Ecotelha apresentou resultados positivos em relação ao conforto térmico, mantendo a temperatura em 32 °C no interior do galinheiro.
Para os estudantes, a expectativa é aprimorar o projeto gradualmente. Segundo o professor, os alunos devem produzir cada vez mais telhas e a pretensão é criar, na escola, uma pequena estrutura para que possam evoluir aos poucos.
Fonte: Ascom/Secti
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