
O Governo de São Paulo vai mobilizar uma força-tarefa para apoiar o Governo do Amazonas no combate aos incêndios florestais que atingem o estado. A missão contará com 30 profissionais, sendo 25 bombeiros especializados em combate a incêndios e cinco integrantes da Defesa Civil estadual, além de equipamentos e insumos destinados a ampliar a capacidade operacional das equipes em campo. O embarque dos profissionais está previsto para este domingo (11), às 13h, no Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas.
A mobilização reúne experiência técnica, tecnologia e estrutura logística para reforçar as ações de enfrentamento ao fogo. Entre os recursos enviados estão quatro cisternas com capacidade para armazenar 6 mil litros de água cada, bombas costais, abafadores, dois drones de combate a incêndio da UAVI, equipamentos de internet via satélite, uma central autônoma de energia e placas de energia solar.
Um dos principais destaques da missão é o envio de 11 mil litros de retardante de incêndio, com possibilidade de remessa de uma nova carga conforme a necessidade da operação. O retardante potencializa a ação da água no combate às chamas em até cinco vezes, contribuindo para aumentar a eficiência do recurso hídrico e apoiar o trabalho das equipes. A estrutura de abastecimento também será fundamental para dar suporte às operações em áreas onde o acesso à água representa um desafio logístico.
A operação conta com o apoio da Azul Linhas Aéreas, que realizará gratuitamente o transporte das equipes, dos equipamentos e dos suprimentos. A parceria é fundamental para viabilizar o deslocamento da estrutura necessária à missão e reforça a importância da colaboração entre o poder público e a iniciativa privada no enfrentamento de emergências de grande magnitude.
Os profissionais mobilizados por São Paulo levam para a missão a experiência acumulada em operações de combate a incêndios florestais de grande complexidade. Em 2024, o estado enfrentou uma das temporadas de incêndios mais severas de sua história, exigindo a mobilização de equipes e recursos em diferentes regiões.
O trabalho de prevenção, monitoramento e combate foi intensificado nos anos seguintes. Em 2025, São Paulo registrou redução de 91% nos focos de incêndio em comparação com 2024, resultado que evidencia a importância da atuação integrada, da preparação operacional e do emprego de estratégias de enfrentamento.
Agora, essa experiência será colocada à disposição do Amazonas, em uma ação de cooperação entre os estados para reforçar a resposta a uma emergência ambiental.
A missão também contará com dois drones especializados em operações de combate a incêndios. A tecnologia permite apoiar a atuação das equipes em áreas de difícil acesso e em cenários nos quais a aproximação direta dos profissionais pode representar riscos adicionais.
Recentemente, drones foram empregados durante o incêndio de grandes proporções em uma indústria de produtos químicos em Itaquaquecetuba, na Grande São Paulo. Na ocorrência, registrada em agosto, as aeronaves remotamente pilotadas auxiliaram o trabalho dos bombeiros em áreas de difícil aproximação, incluindo ações relacionadas ao controle das chamas e ao resfriamento de tanques com produtos inflamáveis.
A experiência reforça o papel da tecnologia como ferramenta de apoio às operações, ampliando as possibilidades de atuação em ambientes complexos. A aplicação dos equipamentos na missão amazônica seguirá as condições operacionais e as necessidades identificadas pelas equipes no local.
“São Paulo está mobilizando profissionais experientes, tecnologia e equipamentos especializados para apoiar o Amazonas neste momento. Nossas equipes têm ampla experiência no combate a incêndios florestais e levam consigo o conhecimento adquirido em operações de grande complexidade. Essa mobilização demonstra a capacidade de resposta da Defesa Civil e do Corpo de Bombeiros de São Paulo e a importância da cooperação entre os estados diante de situações de emergência.”, destaca o coronel Rinaldo de Araujo Monteiro, Coordenador Estadual de Proteção e Defesa Civil
Além dos equipamentos diretamente empregados no combate ao fogo, a força-tarefa levará recursos para sustentar as operações em campo.
As quatro cisternas, com capacidade total de 24 mil litros, permitirão apoiar o abastecimento de água. As bombas costais e os abafadores complementarão as ações de combate direto, enquanto a conexão via satélite e a estrutura autônoma de energia contribuirão para manter a comunicação e o funcionamento dos equipamentos em locais com infraestrutura limitada.
A possibilidade de envio de uma nova carga de retardante também permitirá avaliar o reforço dos insumos de acordo com a evolução da operação e a demanda das equipes.
A iniciativa reafirma a cooperação entre os estados diante de emergências de grande magnitude, mobilizando profissionais preparados, equipamentos especializados e capacidade logística para apoiar o combate aos incêndios no Amazonas.
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