
A Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Cruz das Armas, da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), passou a integrar uma pesquisa nacional voltada ao aprimoramento do diagnóstico e acompanhamento de doenças exantemáticas, como dengue, chikungunya, sarampo e rubéola. O estudo CRIUS – Registro Clínico Prospectivo para Avaliação do Manejo e Coinfecções nas Doenças Exantemáticas é coordenado pela Academic Research Organization (ARO) do Hospital Israelita Albert Einstein, em parceria com o Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (PROADI-SUS).
A pesquisa reúne 30 centros de diferentes regiões do País, entre Unidades de Pronto Atendimento, Unidades Básicas de Saúde, ambulatórios e hospitais, e prevê a participação de 830 pacientes. Na UPA Cruz das Armas, poderão ser incluídos pacientes de zero a 18 anos que atendam aos critérios clínicos definidos pelo protocolo, como situações de febre e exantema, além de sinais compatíveis com as doenças. Quando indicado pela equipe assistencial, serão coletadas amostras de sangue e SWAB para investigação laboratorial e o material será analisado pelo Laboratório de Virologia da Universidade de São Paulo (USP).
Para a diretora-geral da UPA Cruz das Armas, Roberta Barros, a participação no estudo reforça o compromisso da unidade com a qualificação da assistência.




“Para nós, é motivo de orgulho fazer parte de um projeto de abrangência nacional, coordenado pelo Einstein e integrado ao PROADI-SUS. A participação da UPA Cruz das Armas demonstra o compromisso de João Pessoa com uma assistência cada vez mais qualificada, baseada em evidências e integrada às estratégias de vigilância em saúde. Também é uma oportunidade de contribuir para a produção de conhecimento que poderá beneficiar pacientes e serviços de saúde em todo o País.”
De acordo com o protocolo do estudo, entre os impactos esperados estão uma melhor compreensão do cenário das doenças exantemáticas no Brasil, o aprimoramento dos critérios diagnósticos e o fortalecimento do fluxo de sinalização de pacientes para a vigilância epidemiológica.
A pesquisa também permitirá avaliar a relação entre a suspeita clínica e os resultados laboratoriais, a necessidade de hospitalização, o manejo dos casos, a situação vacinal e a ocorrência de notificações, contribuindo para uma visão mais ampla do comportamento dessas doenças no território nacional.
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