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Torneio Leiteiro de Búfalas une tradição, capacitação e fortalecimento da cadeia produtiva no Marajó

Competição reúne produtores, vaqueiros e estudantes em Cachoeira do Arari e incentiva a formação de novos profissionais para a bubalinocultura para...

30/06/2026 às 23h13
Por: Redação Fonte: Secom Pará
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Foto: Mateus Costa / Ascom Sedap
Foto: Mateus Costa / Ascom Sedap

Equipe de acadêmicos, da Sedap, da Associação Rural da Pecuária do Pará e vaqueiros acompanham os torneios

O XVI Torneio Leiteiro de Búfalas Estadual e o V Torneio Leiteiro de Búfalas de Cachoeira do Arari, iniciados nesta terça-feira (30), reúnem tradição, qualificação profissional e fortalecimento da cadeia produtiva da bubalinocultura na Região de Integração do Marajó. A programação segue até sexta-feira (3) e conta com o apoio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca (Sedap).

Além da disputa entre 16 propriedades rurais, os torneios proporcionam formação prática a 25 estudantes de instituições públicas e privadas dos cursos de Medicina Veterinária e Zootecnia, que atuam como fiscais responsáveis pelo acompanhamento das pesagens e ordenhas dos animais.

Os vaqueiros preparam os animais com todo o cuidado para os torneios

Experiência no campo

Entre as propriedades participantes está a Fazenda Paraíso, localizada na Vila de Retiro Grande, em Cachoeira do Arari. A propriedade disputa a competição com búfalas como "Paraná", uma das veteranas do torneio, e conta com o trabalho dos vaqueiros Ailson Lima, Kleber Cardoso e Luciel Bragança, responsáveis pelos cuidados diários com os animais.

Além de garantir o sustento das famílias, o trabalho fortalece uma atividade tradicional da região. Para os vaqueiros, o torneio também movimenta a economia local. "Não tenha dúvida de que esse torneio movimenta toda a cidade e, principalmente, a economia daqui. A gente não só trabalha com as búfalas que participam, como também torce por elas", afirmou Ailson Lima.

Luciel Bragança destaca a expectativa de acompanhar a competição pela primeira vez. "Desde pequeno trabalho com búfalas. Estou aqui na fazenda há quase um ano e será a primeira vez que vou acompanhar o torneio daqui. Estou na torcida pelas nossas competidoras", disse.

Formação de novos profissionais

O torneio também se consolidou como um importante espaço de aprendizado para futuros profissionais da área. Muitos estudantes que participaram de edições anteriores hoje atuam como médicos-veterinários e retornam ao evento para orientar novas turmas.

É o caso da professora da Universidade da Amazônia (Unama) e médica-veterinária Juliana Vasconcelos, que participou da competição ainda como acadêmica. "Foi no torneio que conheci de perto a bubalinocultura do Marajó. Essa experiência abriu muitas portas na minha carreira. Depois de formada, passei a trabalhar com alguns produtores que conheci durante o evento, especialmente na área de produção animal", relatou.

A médica-veterinária da Sedap, Anelise Ramos, destaca que a formação dos estudantes é uma das principais contribuições da programação. "Trabalhamos com animais de alta produtividade leiteira e é fundamental compartilhar esse conhecimento com os acadêmicos, que serão os futuros profissionais da área. Apresentamos biotecnologias reprodutivas, como a inseminação artificial em tempo fixo (IATF) e a fertilização in vitro, contribuindo para a formação de mão de obra especializada e para o fortalecimento da bubalinocultura no Pará", explicou.

Desenvolvimento da atividade

Um dos pioneiros nas competições leiteiras do Marajó, Ronaldo Cardoso ressalta que o torneio impulsionou a atividade bubalina na região e fortaleceu produtores de diferentes portes. "Com o apoio da comunidade, da Associação Paraense dos Criadores de Búfalos e da Sedap, esse evento cresceu muito ao longo dos anos. Aqui é uma importante bacia leiteira, e o torneio fez diferença principalmente para os pequenos produtores, incentivando o melhoramento genético e o desenvolvimento da atividade", afirmou.

Os torneios seguem até a próxima sexta-feira (3). A programação é organizada pela Associação Paraense dos Criadores de Búfalos e pela Fazenda Paraíso, com coordenação técnica da Associação Rural da Pecuária do Pará (ARPP).

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