
O Parque Tecnológico de São José do Rio Preto (ParqueTec Rio Preto) foi destaque no Fórum de Cidades Digitais e Inteligentes, realizado nesta última quinta-feira (11/6) no auditório do Parque. Durante o painel “Tecnologia, Empreendedorismo e Desenvolvimento Urbano: a atuação do Parque Tecnológico de São José do Rio Preto”, o diretor de Inovação, professor Orlando Bolçone, apresentou a trajetória, os resultados e o modelo de governança que consolidaram o empreendimento como uma das principais referências em inovação do interior paulista. Ao abrir sua participação, Bolçone ressaltou a importância do Fórum para a troca de experiências entre gestores públicos, empresas e instituições de ensino, classificando o evento como um marco para o fortalecimento das políticas públicas de inovação.“Este foi um evento histórico. Em um único encontro, reunimos experiências, soluções e referências que podem orientar novas políticas públicas para os municípios. É a demonstração prática de que a inovação acontece quando compartilhamos conhecimento e trabalhamos de forma integrada”, afirmou o diretor de inovação do ParqueTec Rio Preto.
Durante a palestra, Bolçone apresentou o Parque Tecnológico Vanda Karina Simei Bolçone como um ambiente colaborativo criado para conectar empresas, centros de pesquisa, universidades, startups, incubadoras e poder público, promovendo a cultura da inovação tecnológica, o empreendedorismo e o desenvolvimento sustentável regional. Segundo ele, o principal diferencial do modelo adotado em Rio Preto está na integração permanente entre os diversos atores do ecossistema de inovação.
“Nenhuma cidade constrói inovação sozinha. Ecossistemas são construídos por conexões”, destacou, citando um dos princípios que orientam a atuação do Parque Tecnológico.
Bolçone explicou que a governança do Parque é baseada na chamada tríplice hélice, conceito que reúne três pilares fundamentais para o desenvolvimento tecnológico: setor público, setor empresarial e instituições de ensino e pesquisa.
“O empresário traz inovação, investimentos e novas ideias; o poder público oferece direção e políticas públicas; e as universidades produzem conhecimento. Quando esses três setores trabalham juntos, surgem soluções capazes de transformar cidades e melhorar a vida das pessoas”, afirmou.

O diretor de inovação também destacou a ampla rede de parceiros que compõe o ecossistema rio-pretense, incluindo instituições como Famerp, Instituto Federal, Unesp, Fatec, Etec, Senac, Sebrae, InvestSP, Anprotec, além de entidades empresariais e secretarias municipais. Essa integração permite que conhecimento científico, empreendedorismo e gestão pública atuem de forma coordenada na busca por soluções inovadoras para desafios urbanos e econômicos.
O Parque Tecnológico atua em segmentos considerados estratégicos para o desenvolvimento regional, como Tecnologia da Informação e Comunicação, Tecnologia Biomédica, Biotecnologia, Química Fina, Design e Agronegócios. Essas áreas concentram empresas inovadoras, projetos de pesquisa e iniciativas voltadas à geração de novos negócios e empregos qualificados.
Durante a apresentação, Bolçone mostrou números que evidenciam o impacto econômico gerado pelas empresas instaladas nos ambientes de inovação do Parque Tecnológico.Os dados apresentados apontam que o faturamento das empresas incubadas e instaladas no Parque saltou de R$ 25,9 milhões em 2021 para R$ 81 milhões em 2025. No mesmo período, a arrecadação de impostos evoluiu de R$ 2,3 milhões para R$ 7,4 milhões, enquanto o número de empresas passou de 34 para 48. Além disso, as empresas captaram R$ 6,3 milhões em recursos de fomento para investimentos em pesquisa, desenvolvimento e inovação.
“Toda grande inovação começa como uma ideia. Nosso papel é acolher, analisar e apoiar essas ideias para que elas se transformem em negócios, empregos, renda e desenvolvimento para a região”, ressaltou Bolçone.

O diretor de Inovação do ParqueTec Rio Preto, Orlando Bolçone também enfatizou que os municípios podem acelerar seus processos de modernização aproveitando soluções já desenvolvidas por outras cidades e empresas, reduzindo custos, tempo e riscos.“Quando uma cidade compartilha uma solução bem-sucedida com outra, todos ganham. Ganha-se tempo, economizam-se recursos e amplia-se a capacidade de entregar serviços melhores para a população”, afirmou. Ao encerrar sua participação, o diretor reforçou a necessidade de manter ativa a rede formada durante o Fórum e ampliar a cooperação entre os municípios da região.
“Precisamos continuar conectados, trocando experiências e construindo juntos novas soluções. A inovação é um processo coletivo e permanente, capaz de transformar realidades e preparar nossas cidades para os desafios do futuro”, concluiu Bolçone.
O painel integrou a programação do Fórum de Cidades Digitais e Inteligentes, evento promovido pela Rede Cidade Digital (RCD) em parceria com a Prefeitura de São José do Rio Preto, por meio da Secretaria Municipal de Planejamento Estratégico, Ciência, Tecnologia e Inovação, reunindo prefeitos, gestores públicos, especialistas e empresas para discutir tendências, soluções tecnológicas e estratégias voltadas ao desenvolvimento de cidades mais inteligentes, eficientes e conectadas.
Esta iniciativa contempla os itens 4, 8, 9, 11 e 17 dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU: Educação de Qualidade (4), Trabalho Decente e Crescimento Econômico (8), Indústria, Inovação e Infraestrutura (9), Cidades e Comunidades Sustentáveis (11) e Parcerias e Meios de Implementação (17). Conheça a Agenda 2030: https://brasil.un.org/pt-br/sdgs.
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