
Oportunidades, inclusão e o primeiro grande passo rumo ao mundo do trabalho. Foi assim o 2º Feirão Sergipano de Aprendizagem Profissional realizado nesta sexta-feira, 12, pelo Governo de Sergipe, por meio da Secretaria de Estado do Trabalho, Emprego e Empreendedorismo (Seteem), em parceria com a Superintendência Regional do Trabalho e Emprego em Sergipe (SRTE/SE) e o Fórum Estadual de Aprendizagem Profissional (Feap/SE). O evento aconteceu no Ginásio de Esportes Constâncio Vieira, em Aracaju, e atendeu mais de 1.300 jovens.
A ação foi voltada para jovens de 14 a 24 anos em situação de vulnerabilidade social (conforme previsto na legislação da aprendizagem profissional), além de pessoas com deficiência (PcDs), sem limite de idade. O evento reuniu cerca de 30 empresas parceiras, entidades formadoras e instituições públicas, ofertando cerca de 500 vagas para jovem aprendiz. Durante o dia, os candidatos puderam realizar entrevistas, conhecer os programas de formação e receber orientação profissional adequada.
O secretário de Estado do Trabalho, Emprego e Empreendedorismo, Jorge Teles, ressaltou que o feirão é a materialização de um esforço conjunto em prol do futuro do estado. “É o segundo Feirão de Aprendizagem Profissional realizado pelo Governo de Sergipe, através da Secretaria do Trabalho, em parceria com o Fórum Estadual de Aprendizagem Profissional e todas as instituições que fazem parte dele, em especial a Superintendência Regional do Trabalho, que vem realizando um grande trabalho. Nós estamos aqui construindo sinergia entre empresas privadas, entidades de formação profissionalizante e os órgãos do governo, para que a gente possa gerar mais oportunidades para os jovens sergipanos. São mais de 500 oportunidades, são portas que se abrem para que esses jovens possam entrar no mercado de trabalho e construir a sua carreira”, destacou.
A data escolhida para a realização do evento carrega um forte peso simbólico, como evidenciou a auditora fiscal do Trabalho e presidente do Feap/SE, Liana Carvalho. “Hoje é o Dia Mundial de Combate ao Trabalho Infantil e a aprendizagem profissional é exatamente uma forma muito eficaz de inserir o jovem no mercado de trabalho, com direitos garantidos, de forma protegida e principalmente de uma forma que não compete com a educação básica, que essa é a prioridade. O feirão une empresas, que têm vagas de aprendizagem a cumprir, jovens que atendem o perfil de vulnerabilidade social, que deve ser priorizado por lei e as entidades habilitadas aqui no estado que oferecem esses cursos de aprendizagem. Então, é o que a gente chama de ‘match perfeito’, explicou.
Ouvindo a juventude: expectativa e independência
Para quem está em busca da primeira assinatura na carteira de trabalho, a proximidade física com os recrutadores muda o jogo. Estudante do Colégio Estadual Petrônio Portela, Anna Mota, de 18 anos, viu no evento a chance de sair do meio virtual para o presencial. “Eu achei a iniciativa muito interessante, porque ela aproxima os jovens de uma oportunidade de emprego e eu tô aqui buscando isso: ingressar no mercado de trabalho. Eu já estava procurando antes, só que estava fazendo as inscrições online, e com esse feirão vim conhecer as empresas pessoalmente”, relatou a jovem.
O sentimento de dar o primeiro passo e encarar as responsabilidades do mundo do trabalho também marcou a experiência de Thaís Lorenna, de 15 anos, aluna do Centro de Excelência Dr. José Freire da Costa Pinto. “É uma oportunidade que a gente tem de poder trabalhar, poder fazer um curso, porque muita gente não tem condições financeiras para poder fazer, então, é uma grande oportunidade. Foi a minha primeira entrevista, fiquei um pouco nervosa. Acho que ser jovem aprendiz cria uma independência e uma maturidade de aprender a resolver suas coisas”, avaliou Thaís.
Mesmo para quem não sai imediatamente com a vaga garantida, a imersão gera frutos. Jhonny Clécio, de 16 anos, da Escola Municipal Olga Benário, enxergou o saldo positivo da ação. “Tenho 16 anos e a minha expectativa aqui neste evento, claro, é buscar um emprego, buscar uma oportunidade. Tenho certeza que vir aqui hoje, além de buscar um emprego, estou ganhando experiência também. Os jovens vão sair daqui com emprego e experiências”, enfatizou.
A agilidade na conexão com as empresas foi o que mais animou Messisleny Medeiros, de 16 anos, estudante do Colégio Estadual General Siqueira. “Acabei de chegar e já fiz duas entrevistas. Estou muito feliz com essa iniciativa, conheci através do meu curso, e isso é muito bom porque é mais fácil você conseguir ter contato com as empresas e entregar os seus currículos. Então, estou animada, estou nervosa, mas eu espero sair daqui empregada”, comemorou.
Sua colega de escola, Flávia Sofia, de 17 anos, resume o sentimento de grande parte do público presente, enxergando o programa como um divisor de águas para o futuro e para a segurança dos jovens. “Comecei a pensar em ser jovem aprendiz depois dos meus 14 anos, porque eu queria uma certa independência. Acho que o programa é importante porque inclui mais jovens no mercado de trabalho e faz com que a gente desenvolva mais habilidades para o futuro também. A iniciativa do feirão é muito importante para os jovens porque trouxe mais acessibilidade para gente, que não sabe como começar muito bem e está meio perdido. Então, eu acho que é muito importante e acredito que vai dar tudo certo”, projetou.
Oportunidades continuam no ambiente digital
Para garantir que a ação alcance todo o estado, incluindo aqueles que não puderam comparecer presencialmente ao ginásio, o Governo de Sergipe mantém as portas virtuais abertas, por meio da plataforma GO Sergipe .



















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