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Paraná e instituto português assinam acordo para doutorado em tecnologia agroalimentar

A iniciativa envolve a Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti), a Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), as univer...

09/06/2026 às 23h41
Por: Redação Fonte: Secom Paraná
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Foto: Reprodução/Secom Paraná
Foto: Reprodução/Secom Paraná

O Governo do Paraná assinou nesta terça-feira (9) um Memorando de Entendimento (MOU) para desenvolver um curso de doutorado internacional em tecnologias para sistemas agrobioalimentares. O documento foi firmado durante a reunião da Associação Paranaense das Instituições de Ensino Superior Público (Apiesp), realizada na Universidade Estadual de Londrina (UEL). O objetivo é promover a formação avançada de pesquisadores, unindo tecnologia e sustentabilidade para superar os desafios na produção de alimentos.

A iniciativa, ainda em fase preliminar de estudos e negociações, envolve a Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti), a Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), as universidades estaduais de Londrina (UEL), de Maringá (UEM), de Ponta Grossa (UEPG), do Oeste do Paraná (Unioeste) e do Centro-Oeste (Unicentro), além da Fundação Araucária e do Instituto Politécnico de Bragança (IPB). Essa cooperação busca fortalecer a colaboração científica entre a Região Norte de Portugal e o Estado do Paraná.

Com o memorando assinado, as instituições darão início às tratativas para a implantação do novo doutorado, incluindo a análise e parecer da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), fundação vinculada ao Ministério da Educação (MEC) que atua na expansão da pós-graduação stricto sensu no Brasil. A parceria também prevê a participação das instituições envolvidas em redes internacionais de pesquisa e o incentivo à produção científica com vínculo duplo dos pesquisadores nas instituições paranaenses e no IPB.

Para o secretário estadual da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná, Aldo Nelson Bona, a parceria reforça o compromisso do governo para tornar o Estado uma referência na área de produção de alimentos. “O novo programa doutorado tem alcance internacional, envolve múltiplas instituições e diferentes áreas do conhecimento. É uma grande ação da qual o Estado do Paraná participa, com o sistema de ciência e tecnologia trabalhando de forma conjunta entre instituições estaduais e federais”, afirmou.

PESQUISA COLABORATIVA– Alinhado às estratégias de internacionalização, o programa prevê o incentivo à pesquisa colaborativa com mobilidade internacional de estudantes e professores, com períodos mínimos de cinco meses no IPB e cinco meses nas instituições paranaenses. A cooperação também contempla o fomento ao empreendedorismo e a interação com setores produtivos, no contexto das relações entre a União Europeia e o Mercado Comum do Sul (Mercosul).

As instituições paranaenses estão engajadas na parceria com o IPB para que o novo programa de doutorado internacional seja orientado por princípios como excelência científica, interdisciplinaridade e sustentabilidade ambiental, social e econômica. Está prevista, ainda, uma articulação com ambientes não acadêmicos, incluindo empresas, cooperativas, laboratórios e centros de pesquisa, a fim de promover a transferência de conhecimento e tecnologia para o setor produtivo.

MISSÃO ESTRATÉGICA– Em fevereiro deste ano, representantes do Sistema Estadual de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná e da UTFPR estiveram em Portugal em uma missão internacional que resultou na assinatura de acordos de dupla diplomação com o IPB . As parcerias contemplam cursos de doutorado nas áreas de Agronomia, Ciência de Alimentos, Engenharia Química, Biotecnologia, Ciência da Computação, Ecologia, Química Aplicada e Ciências Florestais, além de mobilidade acadêmica nos cursos de graduação.

Segundo o reitor do IPB, Orlando Isidoro Afonso Rodrigues, o projeto tem grande alcance internacional e caráter inovador. “Este doutorado conjunto tem foco na aplicação de tecnologias digitais nos sistemas agroalimentares e busca formar profissionais altamente qualificados para criar compatibilidade entre os sistemas alimentares da Europa e do Mercosul. O projeto está sendo visto como um piloto para o desenvolvimento de políticas públicas inovadoras, e também prevê a mobilidade de startups tecnológicas e o acesso a novos mercados”, disse.

REFERÊNCIA EM TECNOLOGIA– Com sede em Bragança e um campus em Mirandela, no Norte de Portugal, o IPB é reconhecido entre os melhores institutos politécnicos do país europeu em rankings internacionais, com forte atuação em pesquisa aplicada. Na área de Ciência e Tecnologia Alimentar, a instituição ocupa a 33ª posição mundial pelo Ranking de Xangai. O instituto mantém um escritório no campus da UTFPR em Curitiba, o que facilita a articulação institucional para projetos conjuntos com as instituições paranaenses.

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