
O Pará alcançou a quarta posição entre os estados brasileiros com maiores taxas de investimentos do Brasil. O balanço foi divulgado na última quarta-feira (28), pela nova edição do Ranking de Competitividade dos Estados, iniciativa que avalia dez pilares de desempenho do poder público, com o objetivo de incentivar melhorias de competitividade e também de desempenhos em gestão entre em todos os estados brasileiros. O ranking é ordenado pelo Centro de Liderança Pública (CLP). O estudo usa as informações fiscais de 2025, extraídas do Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro (Siconfi).
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A Taxa de Investimentos é um dos indicadores que integram o pilar Solidez Fiscal do Ranking de Competitividade dos Estados. O pilar Solidez Fiscal responde por 10,5% da nota do Ranking de Competitividade dos Estados, e reúne 9 indicadores. O indicador Taxa de Investimentos mede a razão entre o investimento liquidado e a receita corrente líquida de cada estado. Quanto maior a taxa, melhor a posição de cada unidade da Federação. O Ranking de Competitividade dos Estados é publicado pelo CLP desde 2011.
Destaque em solidez fiscal
Ainda em setembro, o Pará já havia se destacado por alcançar o quinto lugar no pilar solidez fiscal do Ranking de Competitividade dos Estados 2026, figurando entre as unidades da Federação com melhor situação fiscal do País. O Estado cresceu cinco posições em relação à edição anterior, com o segundo maior crescimento registrado entre os estados brasileiros, e também é o líder em solidez fiscal entre os sete estados da região Norte.
A avaliação da solidez fiscal entre os estados engloba nove métricas de gestão e saúde financeira pública, e avalia a capacidade dos entes federados de transformar a arrecadação em investimentos em infraestrutura, equipamentos e obras públicas. Na avaliação do CLP, o Pará teve o quarto melhor resultado, entre os estados, em investimentos versus Receita Corrente Líquida (RCL).
O Pará registrou o 2º maior avanço no pilar de solidez fiscal, com ganho de cinco posições. O desempenho foi impulsionado pelos indicadores "Sucesso do Planejamento Orçamentário", "Resultado Primário", "Gasto com Pessoal" e "Poupança Corrente".
Investimentos
De acordo com a Secretaria da Fazenda (Sefa), a participação dos investimentos, no Pará, em relação à Receita Corrente Líquida (RCL), atingiu 15,47% em 2023, o maior percentual atingido na comparação entre 2023 e 2025. Em 2024, recuou para 12,93%. Em 2025 os investimentos voltaram a crescer e alcançaram 13,62%.
Entre janeiro e até agosto de 2026, o Estado registrou R$ 2,83 bilhões em investimentos e R$ 30,60 bilhões de Receita Corrente Líquida acumulada no exercício, uma relação de 9,24%. O superávit primário, neste período, foi de R$ 1,55 bilhão, resultado de receitas primárias de R$ 30,94 bilhões e despesas primárias de R$ 29,39 bilhões, segundo os dados apresentados pela Secretaria da Fazenda (Sefa) e Secretaria de Planejamento e Administração (Seplad) à Assembleia Legislativa do Estado do Pará, em audiência pública realizada em setembro passado.
“O crescimento da receita do Estado contribuiu para ampliar os recursos disponíveis ao financiamento de políticas públicas. A expansão dos investimentos em ritmo superior ao da Receita Corrente Líquida indica que o Estado elevou o peso dessa despesa em relação à receita, entre 2019 e 2025. A manutenção da capacidade de investimento depende da evolução das despesas correntes, da arrecadação, das transferências e das obrigações financeiras”, avaliou o secretário da Fazenda do Pará, René Sousa Júnior.
Texto: Ana Márcia Pantoja / Ascom Sefa
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