
Caracterizada como hereditária, originária do continente africano e mais prevalente no mundo entre os afrodescendentes, a Doença Falciforme é diagnosticada e tratada no Hemocentro de Alagoas (Hemoal), por meio dos Ambulatórios de Hematologia das Unidades Arapiraca e Maceió. Ela ocorre em decorrência de uma mutação genética nas hemácias, que são as células vermelhas do sangue, que assumem a forma de foice e restringem a circulação do sangue.
Atualmente 706 moradores de Alagoas são diagnosticados com a Doença Falciforme e tratados no Hemoal, recebendo assistência em uma estrutura física moderna e dotada de equipamentos de última geração. Para isso, o hemocentro alagoano conta com uma equipe multidisciplinar altamente qualificada e disponibiliza insumos e medicamentos de alta tecnologia, assegurando desde exames, consultas especializadas, procedimentos invasivos e medicamentos eficazes, disponibilizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Entre os principais sintomas da Doença Falciforme, conforme a hematologista do Hemoal, Verônica Guedes, estão o sequestro esplênico, caracterizado pelo aprisionamento súbito de grande volume de sangue no baço, levando a esplenomegalia aguda e queda da hemoglobina, principalmente em crianças. A doença também desencadeia a icterícia, que é coloração amarelada da pele, olhos e mucosas, causada pelo acúmulo de bilirrubina no sangue.
“O paciente acometido por Doença Falciforme pode também sofrer com anemia, diversas infecções e o Acidente Vascular Encefálico. Outro grave problema provocado por esta patologia hereditária e hematológica são as complicações renais, além do priapismo, uma ereção prolongada e involuntária do pênis, geralmente dolorosa, que ocorre sem estímulo sexual e pode durar mais de quatro horas”, pontua Verônica Guedes.
Por esta razão, a hematologista do Hemoal salienta que o acompanhamento multidisciplinar das pessoas acometidas por Doença Falciforme é fundamental. “Deste modo, o Hemocentro de Alagoas, nas Unidades de Arapiraca e Maceió, garante não apenas o atendimento médico, mas uma assistência multidisciplinar, com profissionais especializados no tratamento das doenças hematológicas”, assegura a especialista.
Beneficiada
Entre os 706 pacientes alagoanos acometidos por Doença Falciforme está Valeska dos Santos, de 24 anos, que desde os primeiros anos de vida é atendida no Ambulatório de Hematologia do Hemoal. A estudante relata que, conviver com a doença é difícil, mas, que, devido ao suporte que recebe do Hemoal, consegue levar uma vida como dentro da normalidade.
“Seguindo as orientações dos profissionais do Hemoal consigo ter uma vida como qualquer outra pessoa: estudar, trabalhar e até amar”, diz Valeska dos Santos, às gargalhadas. Ela salienta que “a assistência recebida da equipe multidisciplinar do Hemoal sempre foi fundamental para que ela conseguisse levar sua vida em frente”, diz, com o sentimento de gratidão.
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