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Estudantes da rede estadual do Paraná conquistam ouro inédito na 95ª Jornada de Foguetes

A equipe vencedora é formada por nove estudantes do Ensino Fundamental, que também recebeu duas medalhas de prata com outros lançamentos, na mesma...

27/10/2026 às 18h04
Por: Redação Fonte: Secom Paraná
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Foto: Reprodução/Secom Paraná
Foto: Reprodução/Secom Paraná

O Colégio Estadual Professor Loureiro Fernandes, em Curitiba, garantiu, mais uma vez, lugar de destaque no pódio da Olímpiada Brasileira de Foguetes (Jornada de Foguetes/OBAFOG). A escola conquistou sua inédita medalha de ouro na competição nacional e duas medalhas de prata, em três lançamentos na 95ª edição da competição, que reuniu 414 instituições convidadas de diversas regiões do país.

O secretário de Estado da Educação do Paraná, Roni Miranda, enfatizou o pioneirismo da conquista e o papel da experimentação científica nas unidades públicas. "Essa medalha de ouro inédita comprova que a escola pública do Paraná entrega protagonismo, rigor acadêmico e oportunidades reais aos nossos jovens. Quando a Matemática e a Física saem do quadro e viram engenharia prática nas mãos dos alunos, despertamos vocações e mostramos que não há limites para a capacidade da nossa rede estadual", ressaltou.

A equipe vencedora é formada por nove estudantes do Ensino Fundamental. Na categoria disputada pela turma, a propulsão dos protótipos utilizou água e ar comprimido. Os alunos paranaenses conquistaram a prata com marcas de 220 e 226 metros e atingiram o topo do pódio com o alcance de 236 metros. Os lançamentos ocorrem em bases inclinadas a 45 graus e é registrado o maior alcance horizontal da trajetória.

A equipe foi acompanhada pelas professoras Dahiane Silva (Física) e Amanda Hackbarth (Matemática), além de receber suporte pedagógico da professora Izabel Cristina Calzado Trindade (Química). Os próprios alunos desenvolveram o processo de engenharia, desde o corte das aletas e aerodinâmica de garrafas PET até o cálculo de vedação, pressão em tubos de PVC, manômetros e montagem da base de pressurização.

O estudante Lukas Baldão, 12 anos, conta que, para ele, o lançamento do foguete representa a trajetória da vida real. “O foguete é uma trajetória, ou seja, no início você não sabe de quase nada, no meio você já está elevando o seu conhecimento e o final abre muitas portas para o seu futuro”, explica. “Querendo ou não, todo mundo erra, tenta consertar e uma hora ou outra vai conseguir acertar”.

Segundo a professora Amanda, os estudantes voltaram da OBAFOG com os olhos brilhando e com vontade de melhorar. “Eles voltam para casa cheios de ideias, querendo melhorar os foguetes e já pensando no que podem fazer diferente nos próximos anos. Eles não querem apenas ganhar uma medalha, querem superar os próprios resultados e descobrir até onde conseguem chegar”, conta.

A experiência representa mais do que apenas construir foguetes. “Estamos construindo oportunidades, despertando sonhos e mostrando para essas crianças que elas também podem ocupar esses espaços, fazer ciência e ir muito longe. A medalha de ouro é motivo de muito orgulho, mas ver tudo o que eles aprendem e a transformação que essa experiência proporciona é o que mais me emociona”, relata a professora.

OUTRAS MEDALHAS– A 95ª edição da jornada ocorreu entre os dias 19 e 22 de outubro, em Barra do Piraí, no interior do Rio de Janeiro. No início de agosto, sete estudantes do Ensino Médio do mesmo colégio participaram da 88ª Jornada de Foguetes (OBAFOG), realizada também naquela cidade.

Esse grupo foi o único representante de colégio público do Paraná na categoria e voltou da experiência com duas medalhas de prata e uma de bronze. Na ocasião, os alunos utilizaram o modelo de propulsão de bicarbonato de sódio e vinagre, e os foguetes ultrapassaram 215 metros de altura.

OBAFOG- A 95ª edição da OBAFOG contou com a participação de estudantes de todo o Brasil. As premiações foram feitas por faixas de distância: neste ano, a menção honrosa foi para lançamentos de até 100 metros, a prata para distâncias de até 230 metros e o ouro para distâncias acima de 230 metros.

Durante a jornada, os estudantes também participam de oficinas e têm contato com outros modelos de foguetes, incluindo sistemas de propulsão sólida e equipamentos com paraquedas.

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