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Estudantes da Reme aprendem sobre sustentabilidade na UTA

O Fundo de Apoio à Comunidade (FAC) promoveu mais uma edição do Dia de Campo na Unidade Técnica de Agricultura Urbana (UTA), nesta semana. A ativid...

23/10/2026 às 09h33
Por: Redação Fonte: Prefeitura de Campo Grande - MS
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Foto: Reprodução/Prefeitura de Campo Grande - MS
Foto: Reprodução/Prefeitura de Campo Grande - MS

O Fundo de Apoio à Comunidade (FAC) promoveu mais uma edição do Dia de Campo na Unidade Técnica de Agricultura Urbana (UTA), nesta semana. A atividade reuniu 40 estudantes do 4º ano da Escola Municipal Professor José de Souza (Zezão) em uma vivência sensorial e pedagógica focada em sustentabilidade, preparo do solo, cultivo de alimentos e descarte consciente de resíduos no ambiente urbano.

A programação na horta educativa combinou oficinas práticas e palestras ministradas por professores da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) e da Universidade Católica Dom Bosco (UCDB).

Os estudantes aprenderam sobre fertilidade do solo, montagem de adubo com resíduos orgânicos, cultivo de Plantas Alimentícias Não Convencionais (PUNCs) e participaram da oficina “Mão na Massa”, na qual elaboraram e degustaram a tradicional saltenha boliviana.

Foto: Reprodução/Prefeitura de Campo Grande - MS
Foto: Reprodução/Prefeitura de Campo Grande - MS
Alunos na oficina de Saltenha (Foto: Roberto Ajala)

A presidente do FAC, Adir Diniz, reforçou a dimensão formativa do encontro para os estudantes da rede municipal. “O Dia de Campo não é apenas um momento de lazer. Ele tem responsabilidade social, sustentabilidade e educação ambiental, fazendo com que gerações passem pela UTA e saiam daqui com uma nova consciência sobre cuidados com o planeta, alimentação saudável, cultivo, preparo do solo e descarte de resíduos”.

A relevância do aprendizado prático no desenvolvimento infantil foi sublinhada pela professora doutora da UFMS, Ana Paula Araújo. “Esse trabalho que a UTA está realizando é necessário e importante para esse processo, em que, desde pequenos, eles vão criando essa consciência geográfica que envolve necessariamente a educação ambiental. Se eles aprendem agora, quando chegam à fase adulta, a gente não precisa se preocupar tanto com o planeta”, afirmou a professora.

Foto: Reprodução/Prefeitura de Campo Grande - MS
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Alunos com as mãos sujas de terra, ao explorarem o solo (foto: Roberto Ajala)

O ensino sobre nutrição do solo contou com o apoio de acadêmicos de Agronomia. O coordenador do curso e do Laboratório Vivências em Ciências Agrárias da UCDB, Cleber Jadoski, pontuou a oportunidade de integração de saberes.

“A gente está trabalhando com crianças, é o melhor momento para você colocar a educação ambiental para elas. Nós estamos aqui com o nosso laboratório Vivências em Ciências Agrárias, com os nossos acadêmicos de graduação do curso de agronomia. Eles, jovens, os quais estão na graduação, aprendendo aquele limiar, o aprofundado sobre a agricultura e trazendo essa noção de agricultura, de cultivo, de produção e do cuidado com a natureza, com as crianças”, disse Jadoski.

Foto: Reprodução/Prefeitura de Campo Grande - MS
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Alunos explorando a horta (foto: Roberto Ajala)

O aluno Joaquim Pedro Rodrigues, de 10 anos, comemorou o aprendizado prático na horta. “Aprendi que o adubo é importante para o solo, para fazer a planta crescer mais rápido, e aprendi que pode utilizar madeira no adubo. Aprendi, a importância do adubo, das plantas, do lixo organizado”, relatou o estudante.

A aproximação das crianças com a vegetação nativa e o cultivo doméstico foi defendida pelas biólogas e professoras da UFMS, Suzete Wiziack e Suzana Ferreira. “Hoje a vida está muito corrida, as pessoas muito preocupadas com o trabalho, com a produtividade, se distanciaram da natureza. Então, a gente tem que aproximar as pessoas da natureza para que elas comecem a perceber essa relação tão intrínseca que nós temos”, avaliou Suzete.

Foto: Reprodução/Prefeitura de Campo Grande - MS
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Turma, junto à professora, recebendo orientações sobre o cultivo de uma horta (foto: Roberto Ajala)

A professora Silvana ressaltou o papel multiplicador das atividades educativas nas famílias. “Eu acho que elas estão aqui abertas a aprender coisas novas, diferentes daquele cotidiano da escola, e que enriquecem o currículo da escola, enriquecem a vida delas. É uma atividade educativa, mas que se estende até seus lares, porque todo o conhecimento que elas têm aqui, elas vão gostar e vão contar para os pais”, pontuou.

As atividades pedagógicas na UTA integram o calendário permanente do FAC em parceria com instituições de ensino superior, promovendo a cidadania ecológica e o bem-estar comunitário.

Foto: Reprodução/Prefeitura de Campo Grande - MS
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Aluna, com a mão suja de terra, fazendo um coração com as mãos (Foto: Roberto Ajala)

#PraTodosVerem: A imagem em destaque é um aluno da Escola Municipal Zézão colhendo um pé de couve.

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