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Campo Grande vira referência nacional em sistema de gestão de medicamentos

A experiência de Campo Grande na modernização da gestão de medicamentos está sendo apresentada nesta quinta-feira (10), em Brasília, como referênci...

10/09/2026 às 12h55
Por: Redação Fonte: Prefeitura de Campo Grande - MS
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Foto: Reprodução/Prefeitura de Campo Grande - MS
Foto: Reprodução/Prefeitura de Campo Grande - MS

A experiência de Campo Grande na modernização da gestão de medicamentos está sendo apresentada nesta quinta-feira (10), em Brasília, como referência para o avanço da Assistência Farmacêutica no Sistema Único de Saúde (SUS). O secretário municipal de Saúde, Marcelo Vilela, foi convidado a apresentar ao Conselho Nacional de Saúde (CNS) o processo de implantação do e-SUS Assistência Farmacêutica (e-SUS AF), sistema desenvolvido pelo Ministério da Saúde.

Foto: Reprodução/Prefeitura de Campo Grande - MS
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O convite ocorre depois de a Capital se tornar o primeiro município do país a implantar integralmente o e-SUS AF, incluindo os componentes básico e de judicialização. A experiência chamou atenção não apenas pelo pioneirismo, mas pela velocidade da execução: a previsão inicial era concluir a implantação das 104 unidades em três meses, mas o processo foi finalizado em 50 dias.

Foto: Reprodução/Prefeitura de Campo Grande - MS
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O titular da Sesau destaca que na Saúde Pública, tecnologia só faz sentido quando consegue resolver problemas reais e melhorar a vida de quem está na ponta.

Foto: Reprodução/Prefeitura de Campo Grande - MS
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“Quando conseguimos saber o que temos em estoque, o que está sendo dispensado, onde estão as necessidades e como os recursos estão sendo utilizados, estamos falando de gestão, mas também de cuidado com as pessoas. Campo Grande aceitou o desafio de implantar o e-SUS AF, enfrentou os problemas que surgiram no caminho e ajudou a aperfeiçoar a ferramenta. É isso que vamos levar para Brasília: uma experiência construída com método, trabalho e, principalmente, com o compromisso de fazer o SUS funcionar cada vez melhor para o cidadão”, disse Marcelo Vilela.

Foto: Reprodução/Prefeitura de Campo Grande - MS
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A implantação começou com uma etapa de preparação técnica, que envolveu a definição da infraestrutura própria para hospedagem da base de dados, revisão dos perfis de acesso e análise das possibilidades de integração com outros sistemas. Antes da entrada em operação, também foram revisados cadastros do CNES, feita a correspondência entre a Relação Municipal de Medicamentos (REMUME) e os sistemas utilizados anteriormente, além do mapeamento e vinculação dos profissionais que atuam nas farmácias.

Na sequência, as 104 unidades da rede foram mapeadas e classificadas de acordo com estoque, complexidade e características dos serviços. UPA, USF e CAPS receberam estratégias compatíveis com seus diferentes fluxos e rotinas. As equipes foram capacitadas paralelamente ao cronograma de implantação.

Foto: Reprodução/Prefeitura de Campo Grande - MS
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Para a farmacêutica da Divisão de Assistência Farmacêutica da Sesau, Ariany Cândia, a mudança representa uma transformação no processo de trabalho das farmácias.

“O e-SUS AF vem para modernizar os processos de trabalho dentro das farmácias. Vamos ter em nossa rotina, um controle muito melhor dos medicamentos, uma dispensação mais adequada e um sistema mais completo para acompanhar todo o percurso do medicamento, desde a gestão até a entrega ao paciente.”

Foto: Reprodução/Prefeitura de Campo Grande - MS
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Uma experiência que agora é compartilhada com o país

A escolha de Campo Grande pelo Ministério da Saúde para participar da implantação teve caráter estratégico. A Capital foi o primeiro município a colocar o sistema em funcionamento em infraestrutura própria e passou a contribuir, na prática, para o aperfeiçoamento da ferramenta que será utilizada em outras localidades.

“Campo Grande não foi escolhida por acaso. O Ministério da Saúde reconheceu a capacidade técnica e de gestão da nossa equipe para assumir o desafio de ser pioneira na implantação do e-SUS Regulação. Desde o início, estamos contribuindo para aprimorar uma ferramenta que será utilizada em todo o Brasil. Isso mostra que Campo Grande não está apenas acompanhando a transformação digital do SUS; está participando ativamente dela, identificando soluções, corrigindo caminhos e ajudando a construir um sistema de regulação mais eficiente, integrado e transparente para o país”, destacou Marcelo Vilela.

Foto: Reprodução/Prefeitura de Campo Grande - MS
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O processo também mostrou que a implantação de uma nova tecnologia não termina com a ativação do sistema. Durante a operação, a equipe identificou necessidades de ajustes e funcionalidades que foram aperfeiçoadas pelo Ministério da Saúde. A própria velocidade da implantação acabou contribuindo para a identificação de um bug e para a evolução da plataforma.

Dados para decidir

Um dos principais desafios identificados durante a implantação foi a necessidade de ampliar a capacidade de análise das informações produzidas pelo sistema. Os relatórios nativos do e-SUS AF foram considerados insuficientes para as necessidades de gestão do município.

Como resposta, Campo Grande integrou um sistema de Business Intelligence (BI) à base de produção do e-SUS AF. Com isso, a gestão passou a acompanhar os dados da rede em tempo real, transformando as informações geradas nas farmácias em ferramenta para tomada de decisão.

Foto: Reprodução/Prefeitura de Campo Grande - MS
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O painel apresentado na reunião mostra, por exemplo, informações sobre itens dispensados, pacientes atendidos, estoque, divergências e consumo mensal, permitindo uma visão mais ampla do funcionamento da Assistência Farmacêutica.

Para a farmacêutica da Sesau Rosângela Gomes, que atua há 10 anos na UPA Coronel Antonino e há três décadas é servidora, a mudança também representa um processo de adaptação e aprendizado das equipes.

Foto: Reprodução/Prefeitura de Campo Grande - MS
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“Estamos trabalhando em conjunto para organizar e aprimorar o processo. A experiência do dia a dia nos permite identificar pontos de melhoria e contribuir para o aperfeiçoamento do sistema. A equipe está engajada e temos uma perspectiva muito positiva com essa nova ferramenta, que vai trazer mais agilidade e organização para o atendimento.”

Da tecnologia ao atendimento

A proposta do e-SUS AF é substituir gradualmente sistemas anteriores, como o Hórus, e qualificar a gestão da assistência farmacêutica, com maior controle sobre entradas, saídas, estoque e dispensação de medicamentos. O Ministério da Saúde já havia destacado, durante o início da implantação em Campo Grande, que a plataforma integra bases nacionais e foi desenvolvida em modelo colaborativo com participação de estados e municípios.

Foto: Reprodução/Prefeitura de Campo Grande - MS
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Para Suetônio Queiroz, gerente de Projetos de Saúde Digital do Ministério da Saúde, a experiência de Campo Grande tem importância justamente por permitir que os desafios encontrados na prática sejam incorporados ao desenvolvimento da ferramenta.

Foto: Reprodução/Prefeitura de Campo Grande - MS
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“A ideia é construir soluções de código aberto, que permitam ouvir os municípios e aperfeiçoar continuamente o sistema. Isso melhora a gestão dos estoques, amplia a transparência e reduz o tempo de atendimento ao usuário.”

Foto: Reprodução/Prefeitura de Campo Grande - MS
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A experiência também reforça uma estratégia que vem colocando Campo Grande em projetos nacionais de transformação digital do SUS. Em julho, a Capital já havia sido escolhida pelo Ministério da Saúde como o primeiro município de grande porte do país a implantar integralmente o e-SUS Regulação, experiência que também passou a ser compartilhada com outros municípios de Mato Grosso do Sul.

Mais do que a adoção de uma nova plataforma, o caso do e-SUS AF mostra uma combinação de organização de processos, capacitação, acompanhamento em campo e uso dos dados para gestão. É justamente esse modelo que Marcelo Vilela levará ao Conselho Nacional de Saúde.

Foto: Reprodução/Prefeitura de Campo Grande - MS
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“Mais do que implantar uma nova tecnologia, Campo Grande está participando da construção de uma ferramenta que poderá beneficiar milhões de brasileiros. A experiência do município ajuda a identificar o que precisa ser aperfeiçoado e contribui para que o sistema avance. É uma construção conjunta, que fortalece o SUS e pode melhorar, na ponta, o atendimento à população.”

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