
O prefeito do Rio, Eduardo Cavaliere, e o prefeito de Niterói, Rodrigo Neves, assinaram, nesta terça-feira (25/08), um acordo para ampliar a troca de informações sobre segurança pública. A partir desta parceria, Rio e Niterói vão integrar dados e tecnologias utilizadas pelas duas cidades, além de criar bases para um compartilhamento mais rápido e seguro que aproxima as capacidades de vigilância e inteligência em casos que atravessam a divisa entre os municípios.
— A gente está falando aqui de um cinturão de vigilância pública entre Niterói e a cidade do Rio de Janeiro, que vai enfrentar o crime organizado, o roubo de veículos e o roubo de cargas. Niterói já tem um cerco eletrônico total na cidade e, aqui no Rio, nós temos mais de 12 mil câmeras fazendo essa vigilância em diversas áreas e diversas vias da cidade. Essa é uma parceria focada na redução de roubos e furtos, que são os crimes que mais impactam e mais atrapalham a vida do carioca e do cidadão fluminense — disse o prefeito Eduardo Cavaliere.
Também participaram do ato o chefe executivo da CIVITAS Rio, Davi Carreiro, o secretário municipal da Casa Civil do Rio, Leandro Matieli, o secretário de Ordem Pública de Niterói, Gilson Chagas, e o secretário executivo de Niterói, Felipe Peixoto.
— Talvez esse seja um dos acordos mais importantes dos últimos anos de inteligência e integração no enfrentamento ao crime organizado. Eu não tenho dúvida de que essa cooperação vai permitir o desbaratamento de várias quadrilhas de roubo de carga e de roubo de veículo, não só na cidade do Rio, não só na cidade de Niterói, mas em toda a Região Metropolitana — reforçou o prefeito de Niterói, Rodrigo Neves.
A cooperação ganha força diante da estrutura tecnológica já disponível nas duas cidades. A CIVITAS Rio conta com mais de 13 mil equipamentos, sendo mais de 3.500 supercâmeras, que ampliam a capacidade de produção e análise de informações para apoiar a segurança pública e as investigações.
Já o Centro Integrado de Segurança Pública (CISP), de Niterói, conta com videomonitoramento, cercamento eletrônico e acionamento das forças de segurança em tempo real. A cidade conta com portais nas entradas e saídas e utiliza as imagens para apoiar investigações e reconstruir trajeto. O Cisp atua ainda com ShotsPotter, sistema que identifica disparos de armas de fogo em segundos, indicando sua localização exata e o tipo de armamento utilizado – a informação é fundamental para o acionamento das forças de segurança mais próximas ao local dos disparos.
A CIVITAS Rio, por sua vez, trabalha com integração e análise de dados para produzir inteligência, agilizar investigações e gerar provas. A Central também acompanha, em tempo real, o deslocamento de veículos suspeitos. Todas as informações são repassadas para as forças de segurança e para o sistema de Justiça.
A cooperação aproxima essas capacidades e amplia o conjunto de dados disponível para cada caso. Os fluxos de compartilhamento vão permitir, por exemplo, o acesso a informações sobre deslocamentos de veículos suspeitos de envolvimento em dinâmicas criminais, o mapeamento de rotas e a análise integrada de dados e imagens. Isso auxiliará a reconstruir trajetos e relacionar casos que tenham ligação entre as duas cidades.
Uma informação que começa em uma cidade pode ajudar a explicar o que aconteceu na outra. Com a integração, dados produzidos pelas duas estruturas poderão se complementar e ampliar a capacidade de análise em ocorrências que atravessam os limites municipais.
Nova Muralha Digital
Em setembro, a parceria ganhará um novo reforço com a instalação de uma Muralha Digital na subida da Ponte Rio-Niterói, no lado do Rio. A estrutura integra a estratégia de cercamento eletrônico e permitirá o compartilhamento das informações produzidas pelos sistemas das duas prefeituras, e vai fortalecer a identificação de deslocamentos e dinâmicas criminais comuns entre Rio e Niterói.
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