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Prefeitura de João Pessoa avança no uso de inteligência artificial para prever alagamentos

A Prefeitura de João Pessoa está avançando no uso de inteligência artificial para tornar mais eficiente a prevenção e a resposta aos eventos climát...

20/08/2026 às 13h51
Por: Redação Fonte: Prefeitura de João Pessoa - PB
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Foto: Reprodução/Prefeitura de João Pessoa - PB
Foto: Reprodução/Prefeitura de João Pessoa - PB

A Prefeitura de João Pessoa está avançando no uso de inteligência artificial para tornar mais eficiente a prevenção e a resposta aos eventos climáticos extremos na Capital. Por meio de sua Unidade Municipal de Tecnologia da Informação (UMTI), vem desenvolvendo o projeto-piloto João Pessoa Resiliente, voltado ao monitoramento e à previsão de alagamentos e outros fenômenos meteorológicos. A iniciativa integra a Coalizão de Cidades com Inteligência Artificial (CIIAR Brasil), que reúne 10 municípios brasileiros em uma agenda de inovação aplicada à gestão pública.

Foto: Reprodução/Prefeitura de João Pessoa - PB
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Foto: Reprodução/Prefeitura de João Pessoa - PB
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O projeto surgiu a partir de um desafio cada vez mais presente na cidade: a ocorrência de alagamentos intensos em períodos de chuvas. Em agosto de 2025, João Pessoa registrou uma das maiores enchentes de sua história recente, com acumulados de 142,6 milímetros de chuva em 12 horas no Grotão e de 114,4 milímetros no Cuiá, duas das áreas mais atingidas. Na ocasião, moradores ficaram ilhados e precisaram ser resgatados. Diante desse cenário, a proposta do JP Resiliente é substituir uma atuação predominantemente reativa por uma gestão capaz de antecipar riscos. Os dois bairros foram selecionados para a aplicação do projeto-piloto.


“O grande diferencial de nossa proposta reside no sistema de alerta que permite o envio de mensagens via SMS à população, além do uso do protocolo da TV Digital 3.0 para enviar mensagens com geolocalização. Esse mecanismo permite que, em regiões de risco, os aparelhos de televisão sejam ativados automaticamente para exibir alertas específicos e instruções de segurança recomendadas pela Defesa Civil Municipal, assegurando uma comunicação rápida e assertiva à população”, explica Bruno Crispim, coordenador da UMTI.

Bruno Crispim explica que o projeto-piloto está sendo desenvolvido em parceria com a Sipremo, startup especializada em previsão e monitoramento de desastres naturais. “Essa tecnologia permite o acompanhamento contínuo de variáveis climáticas e a utilização de modelos de previsão de curto prazo, o chamado nowcasting, capazes de indicar com antecedência onde e quando determinados eventos podem ocorrer. A plataforma monitora situações como alagamentos, enxurradas, tempestades com raios, temperaturas extremas e estiagens, disponibilizando informações para a tomada de decisão das equipes municipais”.

Nesta primeira etapa, o projeto concentra-se em uma área de até dois quilômetros quadrados incluindo os bairros do Grotão e Cuiá, historicamente mais vulneráveis aos alagamentos. A meta é alcançar 95% de disponibilidade da plataforma, cobrir integralmente a área de estudo e reduzir o tempo de atuação diante de ocorrências críticas, além de capacitar os profissionais envolvidos. “E existe um ponto importante nesse piloto: o investimento total é de US$ 3 mil, integralmente coberto pelo incentivo do Programa GovTech Connect. Nesta etapa, portanto, não há aporte financeiro do município”.

CIIAR – O JP Resiliente é um 10 dez projetos-pilotos apresentados durante o Encontro de Prefeitos da Coalizão de Cidades com Inteligência Artificial do Brasil, realizado de forma remota no dia 13 de agosto. A CIIAR Brasil reúne Belém, Florianópolis, Fortaleza, Guarujá, João Pessoa, Maringá, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro e Teresina, que juntas representam mais de 15 milhões de habitantes em 10 estados e quatro regiões do país. Os municípios desenvolvem soluções de inteligência artificial direcionadas a diferentes desafios públicos, como resiliência climática, sustentabilidade urbana e atendimento ao cidadão.

Coordenada no Brasil pela Rede de Inovação Local (RIL Brasil), a iniciativa integra o Programa GovTech Connect, do BID Lab, laboratório de inovação do Banco Interamericano de Desenvolvimento. Entre agosto e dezembro de 2026, os municípios avançam na implementação dos projetos, com acompanhamento técnico da RIL Brasil e do BID Lab.

Em João Pessoa, a expectativa é que os resultados obtidos no Grotão e no Cuiá possam orientar a expansão da tecnologia para outras áreas da cidade e, posteriormente, contribuir para a criação de um modelo que possa ser replicado por outros municípios litorâneos do Nordeste, fortalecendo a capacidade do poder público de se antecipar aos efeitos dos eventos climáticos extremos.

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