
Foto: Divulgação - SMS
A Secretaria Municipal de Saúde (SMS), por meio da Atenção Primária à Saúde, deu continuidade nesta quinta-feira (13) à capacitação de profissionais da rede sobre a transição da insulina NPH para a insulina Glargina. Desta vez, o encontro foi direcionado aos médicos da rede municipal.
A iniciativa busca preparar as equipes para a implementação da estratégia, modernizando o tratamento do diabetes e qualificando o cuidado ofertado aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS).
“A capacitação é fundamental para que os profissionais estejam preparados para conduzir esse processo com segurança, entendendo os critérios de inclusão e, principalmente, a necessidade de avaliar cada paciente de forma individualizada. Não se trata apenas de substituir uma insulina por outra, mas de acompanhar a resposta ao novo tratamento e garantir que o usuário continue tendo um cuidado adequado”, destaca a enfermeira referência em Hiperdia, Carla Paim.
Neste primeiro momento, a estratégia contempla crianças e adolescentes de 2 a 17 anos incompletos com diabetes mellitus tipo 1 (DM1) e pessoas com 70 anos ou mais, com diabetes mellitus tipo 1 ou tipo 2 (DM1 ou DM2).
Segundo Carla Paim, a qualificação também fortalece a atuação das equipes da Atenção Primária no acompanhamento aos usuários do SUS.
“Esses são públicos que precisam de um acompanhamento contínuo e atento. A proposta representa um avanço na organização do cuidado, mas é essencial que a equipe esteja preparada para orientar, monitorar a glicemia e identificar precocemente qualquer necessidade de ajuste durante a transição”, considera.
Durante o encontro ministrado pela endocrinologista Isabela Machado, os médicos foram orientados sobre os princípios gerais da mudança. Outro aspecto reforçado foi a individualização da dose, considerando a resposta de cada pessoa ao tratamento.
“Precisamos olhar para cada usuário de maneira individual. A dose deve considerar a resposta ao tratamento e o acompanhamento da glicemia, especialmente nesse período inicial. A capacitação dá aos profissionais mais segurança para orientar os pacientes e conduzir esse acompanhamento dentro da rede”, acrescenta a enfermeira da Atenção Primária à Saúde.
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