A Secretaria Municipal de Educação de Araçatuba promoveu, na noite desta segunda-feira (16), a palestra "Pais que Transformam", no auditório da UniToledo Wyden. O evento reuniu pais de alunos com autismo matriculados na rede municipal, convidados pela Prefeitura para uma noite de diálogo, reflexão e troca de conhecimentos voltados ao desenvolvimento de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA).
O objetivo da iniciativa foi fortalecer a parceria entre família e escola, oferecendo orientação e apoio às famílias de modo a favorecer a inclusão social e escolar das crianças. Ao longo da programação, conduzida pelo palestrante Rodrigo Brunel, foram abordados aspectos fundamentais para o desenvolvimento infantil, como afetividade, autonomia, comunicação, socialização e o crescimento gradual no cotidiano.
Os pais foram convidados a refletir sobre a importância de uma comunicação clara, objetiva e funcional, com uso de recursos visuais, gestuais e estratégias alternativas que contribuam para a compreensão e o desenvolvimento das crianças. A conexão familiar foi destacada como base indispensável para o processo diário de aprendizagem, com atenção ao ritmo individual de cada criança, à previsibilidade das rotinas, aos exemplos concretos e ao significado das experiências vividas no ambiente doméstico.
PILARES CENTRAIS
Os princípios apresentados compõem os pilares centrais da metodologia Autismo na Prática, que reforça o papel do envolvimento familiar como elemento estruturante no desenvolvimento e na inclusão de crianças com autismo.
A vice-prefeita Nice Zucon, presente no evento, ressaltou o significado da iniciativa para a gestão municipal. "Quando olhamos para uma criança autista, precisamos olhar também para a família inteira. Esses pais carregam uma jornada exigente, e a Prefeitura tem o dever de estar ao lado deles — não apenas com políticas públicas, mas com momentos como este, que tocam a alma e renovam as forças", afirmou.
A secretária municipal de Educação, Ana Paula Braga, destacou o compromisso da pasta com as famílias atípicas. "A educação inclusiva começa em casa, e nós sabemos disso. Por isso, investimos em ações que chegam diretamente aos pais — porque um pai fortalecido é o primeiro e mais poderoso recurso que uma criança autista pode ter", disse a secretária.