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Governo do Acre investe R$ 1,5 milhão em projetos indígenas de cultura, proteção territorial e geração de renda
Para fortalecer e ampliar as oportunidades de organização produtiva, divulgação e comercialização de produtos indígenas, valorizando a identidade c...
29/10/2026 13h20
Por: Redação Fonte: Secom Acre

Para fortalecer e ampliar as oportunidades de organização produtiva, divulgação e comercialização de produtos indígenas, valorizando a identidade cultural e os conhecimentos tradicionais, o governo do Acre, por meio da Secretaria Extraordinária dos Povos Indígenas (Sepi), apoia três projetos de organizações indígenas financiados pelo Programa REM Acre – Fase II, que somam cerca de R$ 1,5 milhão em investimentos.

Iniciativas valorizam a cultura dos povos indígenas do Acre. Foto: Cleiton Lopes/Secom

As iniciativas da Organização das Mulheres Indígenas do Acre, Sul do Amazonas e Noroeste de Rondônia (Sitoakore), da Organização dos Povos Indígenas do Rio Envira (Opire) e da Associação Agroextrativista do Povo Shawãdawa do Igarapé Humaitá (APSIH) promovem a valorização cultural, o fortalecimento da gestão territorial e ambiental e a geração de renda nos territórios indígenas.

Secretária dos Povos Indígenas, Francisca Arara, destacou a importância dos projetos. Foto: Cleiton Lopes/Secom

Segundo a secretária dos Povos Indígenas, Francisca Arara, desde a criação da Sepi, em 2023, o governo do Acre vem avançando nas políticas de gestão territorial e ambiental, no projeto de implementação dos planos de gestão territorial e ambiental (PGTAs), com apoio do Subprograma Territórios Indígenas, que conta com recursos do banco alemão KfW.

“Encerramos 2026 com um momento importante, fortalecendo as organizações indígenas e ampliando o apoio a projetos que valorizam a cultura, promovem a geração de renda e fortalecem as mulheres indígenas. Nosso compromisso é construir políticas públicas para e com os povos indígenas”, enfatiza.

Saberes tradicionais femininos

A Sitoakore executará o projeto Preservação Cultural e Valorização dos Saberes Tradicionais Femininos, com investimento de R$ 499,4 mil. A iniciativa contempla aproximadamente 12 aldeias em cinco terras indígenas: Rio Jordão, Alto Rio Envira, Katukina-Kaxinawá, Nukini e Mamoadate.

Projetos vão impactar centenas de mulheres indígenas do estado. Foto: Jonathan Esnaydher/Sepi

O projeto prevê beneficiar diretamente 177 mulheres indígenas, com oficinas de artesanato tradicional, distribuição de kits e atividades voltadas à transmissão de conhecimentos entre gerações. A tecelagem, a produção de tintas naturais, os grafismos tradicionais, a cestaria, a pintura e a confecção de artesanatos são algumas das práticas valorizadas.

Segundo a coordenadora-geral da Sitoakore, Xiú Shanenawa, a iniciativa deve contribuir para fortalecer a cultura dos povos indígenas e ampliar a autonomia financeira das mulheres.

“Esse projeto vai gerar um impacto positivo, principalmente na geração de renda, no fortalecimento cultural das mulheres indígenas nos territórios e na bioeconomia. Vamos realizar oficinas de tecelagem, miçangas e escultura em madeira, valorizando a diversidade de povos e os conhecimentos ancestrais”, afirma.

Representantes da Sitoakore se reúnem com gestores da Sepi. Foto: Andréia Nobre/Sepi

A etapa final prevê uma Feira de Empreendedorismo das Mulheres Indígenas, em Rio Branco, com a participação de 28 artesãs, ampliando a visibilidade da produção cultural e as oportunidades de comercialização.

Gestão territorial no Rio Envira

Já a Opire propõe um investimento de R$ 500 mil para fortalecer a gestão territorial e ambiental da região, que reúne cinco povos indígenas em cerca de 40 aldeias, com aproximadamente seis mil pessoas, conforme o projeto.

Entre as ações previstas estão a formação de 30 brigadistas comunitários de vigilância, a implantação de dez roçados agroflorestais, oficinas voltadas a mulheres e jovens e a realização de um festival cultural intercultural.

Gestão territorial e ambiental da região será fortalecida. Foto: Jonathan Esnaydher/Sepi

A iniciativa busca fortalecer a organização comunitária e ampliar as ações de cuidado com o território, valorizando os conhecimentos tradicionais e as práticas sustentáveis.

Mulheres indígenas do Vale do Juruá

A APSIH, por sua vez, contará com R$ 500 mil para desenvolver ações de fortalecimento do protagonismo das mulheres indígenas dos povos Noke Koi, Shawãdawa, Nukini, Shanenawa e Huni Kuĩ.

Povos indígenas serão capacitados para geração de renda nos territórios. Foto: Arquivo Secom

A proposta prevê oficinas, elaboração de planos de negócios por povo, estudo dos kenês (grafismos tradicionais indígenas), criação de lojas virtuais, curso de fotografia e uso de plataformas digitais para comunicadores indígenas.

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