Cidades Porto Velho - RO
Casos de dengue caem em 2026, mas combate ao mosquito continua essencial
Levantamento aponta redução nos registros da doença e classifica como médio o risco de infestação pelo Aedes aegypti.
24/10/2026 09h01
Por: Redação Fonte: Prefeitura de Porto Velho - RO

A Prefeitura de Porto Velho, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Semusa), reforça as ações de prevenção e combate ao Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, chikungunya e zika. Dados atualizados até 19 de outubro de 2026 mostram redução nos registros de dengue em comparação aos anos anteriores.

Em 2024, foram registrados 584 casos de dengue no município. Em 2025, o número caiu para 212 e, em 2026, foram contabilizados 57 casos até o dia 19 de outubro.

Em relação à chikungunya, Porto Velho registrou 20 casos em 2024, 61 em 2025 e 27 em 2026. Já os casos de zika passaram de 16, em 2024, para cinco, em 2025. Neste ano, não houve registros até a data da atualização.

Apesar da redução nos casos de dengue, a Vigilância em Saúde reforça que a prevenção deve continuar, especialmente com a eliminação de possíveis criadouros do mosquito.

O prefeito Léo Moraes ressalta a importância das ações preventivas realizadas pelo município e da participação dos moradores para reduzir os riscos de transmissão das doenças.

“Nosso compromisso é cuidar da saúde da população de Porto Velho, fortalecendo as ações de prevenção e vigilância. Mas esse trabalho também precisa da participação de cada morador. Pequenos cuidados dentro de casa fazem a diferença e ajudam a proteger toda a comunidade”, afirma o prefeito.

A participação da população é fundamental para impedir a reprodução do mosquito, principalmente nos locais onde a água pode ficar acumulada. Mesmo com a redução dos registros da doença, a presença do Aedes aegypti exige atenção e cuidados frequentes.

CAPITAL ESTÁ CLASSIFICADA COMO DE MÉDIO RISCO

Conforme o 2º Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa), realizado em maio e junho de 2026, Porto Velho foi classificada como município de médio risco de infestação pelo mosquito.

A Semusa mantém o trabalho de vigilância e orientação à população

A diretora do Departamento de Vigilância em Saúde da Semusa, Geisa Brasil, explica que a classificação indica a necessidade de manter as medidas preventivas, embora não represente, por si só, a confirmação de um surto iminente.

“Conforme o 2º Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti, realizado em maio e junho de 2026, o município de Porto Velho foi classificado como médio risco. Ou seja, não há indicação de risco iminente de surto, mas é fundamental manter a vigilância e os cuidados para evitar a proliferação do mosquito”, destaca Geisa Brasil.

O levantamento permite identificar a presença do mosquito nas áreas pesquisadas e orientar as ações de combate. Com essas informações, as equipes de saúde podem direcionar os serviços de prevenção para os locais que necessitam de maior atenção.

A Semusa mantém o trabalho de vigilância e orientação à população, com atuação dos agentes de combate às endemias na identificação de possíveis criadouros e na conscientização dos moradores sobre a importância de eliminar a água parada.

CUIDADOS SIMPLES AJUDAM A COMBATER O MOSQUITO

O combate ao Aedes aegypti começa dentro de casa e depende da colaboração de todos. Como o mosquito se reproduz em água parada, é importante manter caixas-d’água bem fechadas, limpar calhas, colocar areia nos pratos de plantas e descartar corretamente recipientes que possam acumular água.

Garrafas, pneus, baldes e outros objetos devem ser mantidos protegidos da chuva ou descartados adequadamente. Também é necessário verificar regularmente quintais, ralos e outros locais que possam servir de criadouro.

A secretária municipal de Saúde, Sandra Cardoso, reforça a importância de procurar atendimento médico diante dos primeiros sintomas.

“Pessoas que apresentarem febre, dores no corpo, dor de cabeça ou manchas vermelhas na pele devem procurar uma unidade de saúde para avaliação. O diagnóstico adequado é fundamental para orientar o tratamento e prevenir possíveis complicações”.

A orientação é que os moradores procurem a unidade de saúde mais próxima ao apresentar sintomas suspeitos de dengue, chikungunya ou zika. Além do atendimento médico, os cuidados dentro de casa devem ser mantidos durante todo o ano, principalmente com a chegada do período chuvoso, quando recipientes expostos podem acumular água e favorecer a reprodução do mosquito.

Texto:Taiana Mendonça

Fotos:Secom

Secretaria Municipal de Comunicação (Secom)