Serviço atende atualmente 23 estudantes da Rede Municipal de Ensino
Para algumas crianças, chegar à escola todos os dias é um desafio que vai muito além da vontade de aprender. Questões de saúde e condições clínicas específicas podem impedir, temporária ou permanentemente, que o estudante frequente uma sala de aula. Em Petrolina, a Rede Municipal de Ensino conta com a Educação Domiciliar, iniciativa que leva a escola até a casa do estudante e garante a continuidade do processo de aprendizagem.
Atualmente, 23 estudantes são atendidos pelo serviço. As atividades são planejadas de forma individualizada, considerando as condições de saúde, o ritmo e as necessidades educacionais de cada aluno. Entre eles está Sara Vitória da Silva Cardoso, de 5 anos, atualmente matriculada na unidade de ensino Nossa Infância Irmã Dourado. Diagnosticada com Síndrome de Arnold Chiari tipo I e outras malformações congênitas, a menina faz uso de oxigênio domiciliar e, por recomendação médica, precisa iniciar a vida escolar em casa.
Aos cinco anos, Sara ainda não havia frequentado uma escola. Agora, receberá pela primeira vez um professor em sua residência e participará de atividades pedagógicas adaptadas à sua realidade. Para Patrícia da Silva, mãe de Sara, esse é só o início de um caminho de sucesso. “Para mim é uma emoção muito grande. Hoje Sara estar matriculada é uma grande vitória. Quando soube que o professor poderia vir até a minha casa, meu coração ficou mais tranquilo. Eu tinha muito medo de ela ir para a escola”, relata.
Enquanto acompanha o início da trajetória escolar da filha, a mãe já projeta o futuro. “Eu imagino Sara no futuro como uma doutora. Eu creio que ela pode chegar lá”, afirma.
Como funciona
O atendimento é iniciado a partir de solicitação médica ou de demandas identificadas pela escola e pela equipe de Educação Inclusiva. Antes do início das atividades, é realizada uma avaliação multiprofissional pelo Centro de Educação Inclusiva de Petrolina (CEIP), considerando aspectos clínicos, educacionais e familiares.
Após a confirmação da necessidade, o estudante passa a receber acompanhamento pedagógico de segunda a sexta-feira, no mesmo horário e com a mesma carga horária prevista para a sala regular. Quando necessário, também pode contar com Atendimento Educacional Especializado (AEE) no contraturno.