Cidades Campo Grande - MS
Festival reúne idosos e resgata histórias de Campo Grande
A história e a transformação dos bairros de Campo Grande ganharam destaque na 4ª edição do Festival do Idoso no SUAS (FESTSUAS 2026), realizado no ...
13/08/2026 18h16
Por: Redação Fonte: Prefeitura de Campo Grande - MS

A história e a transformação dos bairros de Campo Grande ganharam destaque na 4ª edição do Festival do Idoso no SUAS (FESTSUAS 2026), realizado no Centro de Convivência do Idoso (CCI) Vovó Ziza. O evento reuniu frequentadores do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV) de 21 Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) e CCIs e integrou a programação dos 127 anos da Capital.

Promovido pela Prefeitura de Campo Grande, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social e Cidadania (SAS), o festival contou com estandes montados pelas unidades, que apresentaram maquetes, fotografias, artesanatos, objetos antigos e relatos sobre a formação e o desenvolvimento dos bairros. Os trabalhos foram avaliados nos quesitos Originalidade e Criatividade, Apresentação e Organização e Representatividade do Território.

Durante a abertura, a secretária de Assistência Social e Cidadania, Camila Nascimento, destacou a participação dos idosos nas atividades oferecidas pela rede municipal.

Foto: Reprodução/Prefeitura de Campo Grande - MS

“O idoso de 20 anos atrás não tem nada a ver com vocês de hoje, que têm uma força e uma alegria que transmitem energia e disposição para nós, transmitindo um aprendizado que enriquece nossas experiências, por isso queremos continuar ampliando o número de participantes em nossas unidades”, pontuou.

A superintendente de Proteção Social Básica da SAS, Gizele Motta, ressaltou a importância da convivência e do fortalecimento de vínculos. “Hoje estamos aqui pela história de cada um de vocês. Esse é o papel do SUAS, promover convivência, fortalecer vínculos e garantir os direitos da pessoa idosa”, disse.

A subsecretária de Políticas Públicas para Pessoas Idosas de Mato Grosso do Sul, Larissa Diniz Paraguassu, também participou do evento e destacou a valorização das histórias de vida. “É uma alegria presenciar este momento de valorização da pessoa idosa e poder conhecer a trajetória de cada um”, pontuou.

Foto: Reprodução/Prefeitura de Campo Grande - MS

Memória e pertencimento

Os estandes utilizaram objetos do cotidiano, fotografias e elementos que marcaram diferentes períodos dos bairros para contar histórias e resgatar memórias afetivas.

No espaço do CCI Piratininga, panelas de ferro, fotografias antigas e eletrodomésticos ajudaram a mostrar as mudanças ocorridas na região. A assistente social Rosenir Aparecida da Silva explicou que a proposta foi apresentar o passado e o presente do bairro.

“Tivemos a ideia de resgatar a história do bairro por meio de objetos utilizados no comércio e pelas famílias ao longo dos anos. Focamos também nos prédios e pontos de referência do bairro, como as igrejas antigas e comércios, sempre mostrando o passado e o presente do cotidiano”, explicou.

A atividade também aproximou os participantes. Francelina Conceição de Souza, 60 anos, frequenta o CCI Piratininga há cinco anos e ajudou na preparação do estande.

“Ajudei a pensar nas ideias junto com os colegas. Trouxemos fotos, objetos e até a culinária antiga do bairro. Para mim, o CCI mudou minha vida completamente. Eu quase não saía de casa por causa de problemas na coluna e hoje eu danço e participo de tudo”, relatou.

No CRAS Vida Nova, maquetes mostraram a transformação do Nova Lima ao longo dos anos. A moradora Maria Pereira Magalhães, 65 anos, frequenta a unidade há mais de 15 anos e conta que a história do bairro também faz parte da sua trajetória familiar.

“Fizemos maquetes mostrando o bairro antigo e o novo, o crescimento de um lugar que começou do nada e hoje é enorme, com grandes comércios e praças. Meu pai foi um dos fundadores do Nova Lima e acompanhou toda a expansão. Mostrar essa evolução é mostrar a nossa própria vida”, contou.

Já o CCI Elias Lahdo apresentou a história do próprio espaço e sua importância para os moradores do Monte Castelo. A coordenadora Ana Lúcia Manvailer exibiu um documentário e fotografias das atividades realizadas ao longo dos anos.

“Mostramos como o espaço, que antes era uma creche, foi transformado para atender a demanda dos idosos e se tornou uma referência de acolhimento e prevenção na região do Monte Castelo”, frisou.

Atualmente, a rede de proteção social do Município atende mais de 10 mil idosos por ano, com atividades socioeducativas, culturais e esportivas, além de cursos de capacitação voltados ao envelhecimento ativo e à autonomia.

Vencedores

Na categoria Originalidade e Criatividade, os vencedores foram: 1º lugar, CRAS Canguru; 2º lugar, CCI Elias Lahdo; e 3º lugar, CRAS Aeroporto.

Em Apresentação e Organização, o 1º lugar ficou com o CRAS Aero Rancho, seguido pelo CRAS Indubrasil, em 2º, e CRAS Estrela do Sul, em 3º.

Na categoria Representatividade do Território, o CCI Vovó Ziza ficou em 1º lugar; o CRAS Estrela Dalva, em 2º; e o 3º lugar foi dividido entre o CCI Piratininga e o CRAS Vida Nova.